Hippie – Resenha

Livros, Reflexões
05/09/2018


Terminei de ler Hippie, já faz algumas semanas, e como alguns livros de Paulo Coelho, este levou algum tempo para ser digerido e começar o efeito catarse.

Hippie é um livro autobiográfico, um recorte de uma parte da vida de Paulo, sua fase Hippie, mais especificamente o ano em que ele estava em Amsterdã e embarcou no Magic Bus, rumo a Kathmandu. A história é sobre esta viagem, sobre os encontros que ele teve no caminho e sobre transformações. O livro também nos situa historicamente, nos coloca em meio a uma ditatura e seu horror, ele conta em detalhes experiências de tortura, e de lá nos leva para o encanto dos Hippies e sua busca por uma vida mais leve e livre.

Lendo daqui deste tempo e espaço eu consigo traçar um paralelo, enquanto uma onda de ódio e fundamentalismo se levanta e todos parecem ter enlouquecido (de forma negativa), eu embarco no Magic Bus, em busca de alguma resposta. Lembro que Paulo Coelho, em entrevista ao jornalista Pedro Bial disse: “eu escrevi (Hippie) para acabar com essa polarização que a gente vive hoje”, e então animada eu sentei no banco ao lado de Paulo e Karla.

Eu adoraria dizer mais sobre esta viagem, mas isso incluiria ter que revelar muitos spoilers. O que eu posso dizer, sem estragar a experiência de leitura de ninguém, é que a viagem valeu a pena, e encontrei o que fui buscar.

Com Hippie na minha cabeça, penso que em tempos de trevas devemos olhar para dentro, para nosso eu interior, que devemos “partir” (simbolicamente) em busca do nosso despertar, em busca do que realmente importa, fazer o nosso Trabalho, o que deve ser feito sem se deixar seduzir pelo ódio voraz, pelo medo ou pelas portas dos paraísos solitários, é preciso procurar o amor e deixá-lo fluir dentro de nós, até que a gente se confunda com ele próprio. O amor não tem polaridade.
Quando alguém se desperta para o Amor, se torna uma espécie de “Pedra Filosofal”, que desperta o Amor nos outros ao redor, transforma chumbo em ouro. Este é o caminho.

“As pessoas escutam apenas aquilo que querem, jamais tente convencer ninguém, siga apenas o seu destino sem medo – ou até mesmo com medo, mas siga o seu destino.” – Hippie.

Não é raro reler um livro de Paulo Coelho e enxergar outras dimensões no texto, chegar em outras conclusões. Então caso esta não tenha sido a sua reflexão e queira compartilhar comigo qual foi, eu ficarei muito feliz em saber.

Gostaria de fechar este texto com uma frase do poeta Rumi, que me parece muito oportuna:

“A ferida é o lugar por onde a luz entra em você.” – Rumi

Gratidão.

 

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O que você vai aprontar no pedacinho que lhe couber?

Cultura, Reflexões
06/10/2017


Hoje o Facebook me lembrou que algum tempo atrás eu assisti uma das peças teatrais que mais me impactou positivamente e de alguma forma me transformou, me deu aquele chacoalhão. Galileu Galilei de Brecht. Procurei na internet o texto final da peça e achei! Quero compartilhar com vocês:
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A pratica da ciência exige coragem, ela negocia com o saber conquistado pela dúvida, como artista eu tive uma oportunidade única, eu vi a astronomia alcançar as praças do mercado a nossa nova arte da dúvida encantou o grande público que arrancou o telescópio das nossas mãos para apontar para seus carrascos, entretanto esses homens poderosos nos cobriram de ameaças e ofertas de suborno, irresistíveis para as almas fracas.

Nessa hora a firmeza de um homem poderia ter causado grandes abalos. Seremos ainda cientistas se nos deligamos da multidão? Vocês trabalham para que?

Eu acredito que a única finalidade da ciência está em aliviar a canseira da existência humana e se os cientistas intimidados pela prepotência dos poderosos acham que basta amontoar saber por amor ao saber, a ciência pode ser transformada em um monstro e nossas novas máquinas serão novas aflições, nada mais.
Bertolt Brecht (Galileu Galilei)

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Mude Ciência/ Cientista para arte/ artista, mude para os que já foram perseguidos, mude para místicos, filósofos. O alvo muda, o objetivo tenebroso mantém-se o mesmo.

Galileu Galilei em seus últimos dias encarcerado dentro de sua casa, cumprindo pena, era vigiado constantemente, proibido de escrever qualquer coisa considerada heresia. Mas a noite em seu quarto escuro, iluminado apenas pelos restos de luz da lua das noites claras ele terminou a sua obra.

 

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Vivendo o “Viva Este Livro!” – Ação 38

Reflexões, Viva Este Livro
19/05/2017

Oi pessoal! Sou Camila Piva, autora e esse é o nono vídeo da série “Vivendo o Viva Este Livro!” onde eu irei mostrar e falar um pouco mais de algumas ações propostas no “Viva Este Livro!”. Espero que gostem!

– VIVA ESTE LIVRO! –
Viva este Livro! é uma obra para ser experienciada e mais tarde revivida ao resgatar o que foi registrado, pensado e guardado como um tesouro pelo leitor. O livro proporciona uma inspiradora aventura de autoconhecimento, através de diferentes ações que estimulam a criatividade, ousadia, descobertas, tudo isso de forma libertadora e interativa. A cada página, o leitor é convidado a fazer uma atividade diferente que o faz pensar sobre sua vida naquele momento. Viva este Livro! é mais do que uma experiência de leitura, é poder ser o personagem principal do enredo da sua própria história e revivê-la daqui a alguns anos.

– COMPRE AQUI –
Saraiva: http://bit.ly/2lDyvyF

– INFORMAÇÕES TECNICAS –
Câmera: Canon G7X
Música: Winter Ride by Twin Musicom
Edição: Felipe Romão
Maquiagem: Talita Sonja http://bit.ly/2iRTklP

 

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